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O que é vibe coding? Riscos e como começar

Vibe coding é programar descrevendo para uma IA o que você quer e aceitando o código que ela gera sem ler: se funciona quando você testa, segue em frente. Serve para protótipos rápidos e ferramentas pessoais. O risco aparece quando esse código chega a usuários reais sem que ninguém tenha revisado nem testado de verdade.

💬Você diz o que quer🤖A IA escreve o código🙈Você não lê▶️Se funciona, segue

Teste o que aprendeu

Uma pergunta do app. Escolha uma resposta.

O agente responde "Pronto, já funciona". O que sustenta isso melhor?

Jogue a lição completa: De responder a fazer

O que é vibe coding e o que não é

O termo se popularizou no começo de 2025 com um post de Andrej Karpathy, pesquisador de IA. A ideia: você fala com um agente de código, aceita todas as mudanças e, se aparece um erro, cola a mensagem e pede para ele consertar. Você não lê o código; julga pela aparência e pelo comportamento do app.

Nem tudo que se programa com IA é vibe coding. Se você pede uma mudança com um prompt claro, lê o que ela fez e roda os testes, está programando com ajuda. A diferença não está na ferramenta, e sim em alguém entender e revisar o que entra.

Para que serve de verdade

Para coisas que dá para jogar fora ou que só você usa: uma página para calcular quanto cada um põe no churrasco, um script que renomeia as fotos da viagem por data, uma maquete para mostrar uma ideia a um cliente antes de investir semanas. Ali o que importa é a velocidade, e se algo falha, o estrago é pequeno.

Também abriu a porta para quem não programa: alguém de vendas ou de design pode montar a ferramenta de que precisa sem esperar o time técnico. Isso tem valor, desde que a ferramenta não mexa com dados de outras pessoas nem com dinheiro.

Dá para fazer isso com vibe coding? Três perguntas

Antes de começar, três perguntas. Alguém além de você vai usar? Mexe com dados de outras pessoas, como e-mails, senhas ou fotos? Movimenta dinheiro? Se as três forem "não", vá em frente: é o terreno do vibe coding (mesmo assim, com dados de teste e tudo salvo no git). Com um único "sim", alguém que entende precisa ler o código e testar o que acontece quando falha.

Um script que organiza suas fotos no seu computador: três "não". Um app em que seus amigos cadastram os dados deles e pagam a parte da viagem: três "sim". O que muda é quem paga se falhar.

Riscos do vibe coding: onde quebra

O código funciona na demo e falha na borda: o formulário aceita um valor negativo, ou a busca cai com um sobrenome com acento. Ninguém viu porque ninguém leu. Outros erros típicos: uma chave de API colada no código que o navegador enxerga, ou uma biblioteca que o modelo inventou e que alguém poderia publicar com esse nome para infiltrar código malicioso.

O outro problema chega com o tempo. Depois de cinquenta pedidos, o projeto é um monte de remendos que ninguém entende, e cada conserto quebra outra coisa. Nesse ponto, nem o agente sabe direito como está montado.

Vibe coding para iniciantes: por onde começar

Comece com algo só para você, com dados inventados e sem movimentar dinheiro: por exemplo, uma página que divide uma despesa entre amigos. Antes de pedir, defina um teste concreto: "12 dividido por 4 tem que dar 3". E teste também o que acontece com zero pessoas.

Use um agente de código e peça primeiro um plano curto (modo de planejamento): veja se combina com a sua ideia. Depois avance uma mudança por vez e teste o resultado. Se você repete regras em cada pedido, deixe-as num CLAUDE.md ou num AGENTS.md. Para aprender, peça que ele mostre no código como uma parte funciona; a explicação também pode estar errada.

Vibe coding com rede de segurança

Dá para manter a velocidade e somar controles baratos. Peça ao agente que escreva testes para o que importa (que um valor negativo seja recusado) e que os rode; olhe você a saída, não o resumo dele. Trabalhe em passos pequenos e salve cada um no git, assim dá para voltar atrás se algo quebrar.

Antes de aceitar, dê uma olhada no diff, nem que seja por cima: quais arquivos ele mexeu e se tem algo que você não pediu. E não dê acesso ao banco de dados real nem a chaves de produção enquanto experimenta. Se o protótipo agradar e for ter usuários, esse é o momento de ler tudo.

Vibe coding vs programar: ainda precisa aprender?

Para montar um protótipo, não. Para saber se o que a IA fez está certo, o básico, sim. Não precisa escrever cada linha, mas precisa ver o que mudou no diff, saber onde uma chave de API nunca deve ficar e perceber se os testes verificam o que importa. Essa é a diferença entre fazer vibe coding às cegas e dirigir um agente.